O que são e para que servem os suplementos?

O que são e para que servem os suplementos?

Suplementos alimentares são produtos destinados a completar a dite normal,
Tanto em calorias como também em proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais e fibras, dependendo das necessidades de cada pessoa.

Aminoácidos NÃO Essenciais

Aminoácidos NÃO ESSENCIAIS

O corpo é capaz de produzir estes aminoácidos, mas a ingestão de doses extras irá contribuir para a aceleração dos resultados gerados por estes nutrientes. Considere os seguintes aminoácidos não essenciais como parte fundamental de um programa para atingir os seus objetivos estéticos.

 

Glutamina

E um dos mais cruciais aminoácidos não essenciais que você pode consumir. Ela promove a recuperação do organismo, estimula o crescimento muscular, auxilia a digestão, aumenta a produção e concentrações de hormônio do crescimento (GH), aumenta a capacidade de concentração, otimiza a memória e ainda pode ajudar a diminuir o desejo por alimentos doces.

O sistema imunológico utiliza a glutamina como fonte primária de energia para as células imunológicas. Ao ingerir quantidades extras deste aminoácido, prevenimos que a musculatura seja destruída para fornecer este aminoácido ao sistema imunológico.

Além disso, a glutamina ajuda as células musculares a estocarem mais glicogênio, que é a combinação de diversas moléculas de glicose, aumentando, assim, o volume das células musculares e propiciando maior energia para os treinamentos e construção de novos tecidos. Por fim, a glutamina assiste a produção de bicarbonatos que bioquima-camente ajudam a retardar a fadiga muscular.

DOSES UTILIZADAS: 5g a 10g por dia, ao levantar em jejum, antes e após os treinos e antes de dormir.

 

Arginina

E componente básico de qualquer suplemento que seja indicado para o aumento de produção de oxido nítrico (NO). Acentua a produção de NO que, por sua vez, estimula a circulação sangüínea muscular, aumentando a oferta de nutrientes, oxigênio e hormônios para as células musculares. Estes fatores propiciam o efeito de “inchaço” muscular e isto acarreta no aumento da construção de tecido muscular.

A arginina tem ainda inúmeros benefícios além da otimização da síntese de NO, sendo um dos mais importantes o da elevação da secreção de insulina e GH, que são dois dos principais hormônios anabólicos presentes no organismo.

Estudo recente sugeriu que a arginina pode ser fundamental para o aumento de força muscular. Nesta pesquisa de 8 semanas de duração, o grupo que utilizava este aminoácido aumentou seu peso máximo no supino reto em 10kg contra apenas 2kg de aumento encontrado no grupo controle.

DOSES UTILIZADAS: 3g a 5g por dia. Preferencialmente na forma de arginina-alfa-ceto-glutarato, em 2 a 3 doses por dia em jejum.

 

Citrulina

É regularmente convertida em arginina no organismo e, assim, a maioria dos benefícios associados a citrulina são semelhantes aos obtidos pela ingestão da arginina.

Mas a citrulina pode também ajudar no processo de retardamento da fadiga muscular por participar das reações de remoção da amónia no organismo.

Estudos clínicos têm atestado esta hipótese, pois a citrulina malato significantemente reduz a fadiga muscular e dramaticamente aumenta os níveis de ATP e creatina fosfato na musculatura.

DOSES UTILIZADAS: 3g por dia em aproximadamente 30 minutos antes das sessões de treino e imediatamente após estas.

 

Tirosina

O sistema nervoso utiliza a tirosina para a produção de diversos neuro-transmissores (NT), tais como a dopa-mina, noradrenalina e a adrenalina.

A tirosina é também utilizada pela tiróide para a produção dos hormônios T3 (triiodotironina) eT4 (tiroxina), que atuam em todos os sistemas do nosso organismo.

Isto significa que este aminoácido pode ser um excelente estimulante natural e também pode afetar e estimular diversas funções fisiológicas: queima de gorduras, saciedade, humor, concentração e até o desejo sexual.

A maioria dos suplementos para perda de peso corporal inclui a tirosina em sua formulação, pois, por facilitar a produção de adrenalina e noradrenalina, este aminoácido aumenta a velocidade do metabolismo, facilitando a queima de gorduras.

DOSES UTILIZADAS: 1g a 2g por dia. Preferencialmente em 2 doses ingeridas em jejum. Para aumentar a energia em seus treinos, ingira uma dose em aproximadamente 30 minutos antes de seus treinos.

 

Taurina

Quando estiver ingerindo um Red Buli, por exemplo, preste atenção na bula desta bebida energética e verá que a taurina é o principal ingrediente.

Vários estudos têm demonstrado a capacidade da taurina em aumentar os níveis de força, resistência e até hipertrofia muscular. Como se não bastasse, a taurina está envolvida em outras funções nos tecidos muscular e cerebral.

Os níveis musculares de taurina são diminuídos durante a realização de exercícios intensos e a suplementação deste aminoácido pode diminuir a velocidade desta depleção e, conseqüentemente, evitar a fadiga muscular.

A hipertrofia muscular decorre do fato de que a taurina aumenta o volume da célula muscular por atrair mais água para dentro dela. Esta hidratação é fundamental para a ocorrência da síntese de proteínas.

DOSES UTILIZADAS: 2g a 6g por dia, aproximadamente 30 a 60 minutos antes das sessões de treino e imediatamente após estas.

 

Carnosina

Este pode ser um dos próximos sucessos na indústria da suplementação, mas a carnosina não é exatamente um aminoácido e, sim, um dipeptídeo, que é a combinação de dois aminoácidos, neste caso, a beta alanina e a histidina.

A carnosina era conhecida anteriormente pelas suas extremas capacidades antioxidantes, o que, por si só, propicia diversos benefícios para a saúde e proteção do organismo.

Atualmente, ela começa a ser conhecida como um potente suplemento para culturistas por neutralizar o ácido lático que é produzido na musculatura durante esforços intensos e, assim, maximizar a força e resistência muscular nestas situações.

A carnosina é ainda mais um aminoácido com propriedades de avolumar a musculatura por atrair mais água para dentro das células musculares.

DOSES UTILIZADAS: 1,5g por dia, aproximadamente 30 a 60 minutos antes das sessões de treino e imediatamente após estas.

 

Carnitina

Assim como a carnosina, a carnitina não é um aminoácido e, sim, a combinação dos aminoácidos lisina, metioni-na e das vitaminas G, B3, B6 e ferro.

A carnitina vem sendo estudada há anos por sua capacidade de maximizar a utilização de gorduras pela musculatura.

Estudos mais recentes têm demonstrado que ela pode ajudar a otimizar o fluxo sangüíneo muscular e, assim, retardar a fadiga e danos musculares durante o exercício.

Outra peculiaridade reside em evidências de que a carnitina pode ajudar a testosterona a combinar-se mais facilmente com as células musculares, favorecendo a hipertrofia muscular.

DOSES UTILIZADAS: 2g a 4g por dia divididas em 2 a 3 doses ingeridas em jejum.

Aminoácidos Essenciais

ESSENCIAIS

Existem dois tipos básicos de aminoácidos: aqueles que seu corpo pode fabricar (não essenciais) e aqueles que seu corpo é incapaz de fabricar (essenciais) e que seu organismo necessita obter diariamente por intermédio da dieta.

Apesar das proteínas que você ingere diariamente propiciarem as quantidades necessárias dos aminoácidos essenciais, obter uma dose extra destes nutrientes irá fazer uma enorme diferença em seus níveis de energia e em sua aparência.

 

1, 2 e 3. Aminoácidos de Cadeia Ramificada (BCAAs)

Conjuntamente, leucina, isoleucina e valina constituem aproximadamente 33% das proteínas presentes no tecido muscular e são, sem sombras de dúvidas, os aminoácidos mais importantes para a construção, manutenção e reparo do tecido muscular.

Diversos estudos também comprovam as inúmeras propriedades funcionais dos BCAAs, tais como, habilidade de acelerar a síntese de proteínas, diminuição da velocidade de destruição de tecido muscular, otimização da utilização e formação de glicogênio muscular, aumento da taxa de queima de gorduras e diminuição da fadiga durante esforços físicos. Como se tudo isto não bastasse, os BCAAs ainda fortalecem o sistema imunológico.

DOSES UTILIZADAS: Mesmo sabendo se que a leucina é o mais importante dos três aminoácidos, a ingestão do trio propicia melhores resultados. Recomenda-se 5g de leucina, 2,5g de isoleucina e 5g de valina em jejum, pelas manhãs, e antes e após os seus supertreinos. Caso ocorram desconfortos gástricos, recomenda-se iniciar o uso com metade da dose e progressivamente aumentá-la.

 

4. Usina

Não é essencial apenas ao processo de síntese protéica, mas também a diversas reações no metabolismo. Estudos demonstram que a lisina parece aumentar a absorção e retenção do cálcio pelo organismo, o que não é apenas importante para a saúde óssea, mas também para o processo de regulação do peso corporal.

A lisina é ainda utilizada no tratamento da herpes e nas dores recorrentes de estados gripais e extremamente importante nos processos de recuperação de lesões. Estes efeitos decorrem da necessidade deste aminoácido para a produção de hormônios, enzimas e anticorpos.

DOSES UTILIZADAS: 500mg a lg de lisina por dia em uma ou duas doses.

Estimulando GH e TESTOSTERONA

ESTIMULANDO GH NATURALMENTE:

A primeira maneira de estimular a liberação de GH naturalmente é através dos treinos. Ao malhar intensamente, o seu organismo libera mais GH, que vai ser fundamental para aumentar a síntese de proteínas, consequentemente levará ao aumento da massa muscular.

Mas tenha cuidado com a duração dos seus treinos. Treinos muito demorados podem fazer com que o cortisol tome o lugar do GH. Isso é um desastre para quem está atrás de ganhos musculares.

Funções dos Aminoácidos

Os aminoácidos, além de seu importante papel na síntese de proteínas em vários órgãos, na neoglicogênese, na produção de corpos cetônicos e na produção de energia, também atuam como precursores para a síntese de outros compostos biológicos, como na biossíntese das purinas, que são estruturas de anéis contendo nitrogênio, sobretudo ácido nucléico, das porfirinas, da creatinina, do glutatião e dos ácidos biliares conjugados.

A fenilalanina é convertida em tirosina, que é a primeira reação de seu metabolismo, e quando a enzima fenilamina-oxidase falta, ocorre a fenilcetonúria. A tirosina constitui precursor direto para a epinefrina, norepinefrina, além da melanina.

A descarboxilação da histidina proporciona a histamina, que exerce ação estimulante sobre a função do ácido clorídrico, pela mucosa gástrica. O triptofano pode produzir a serotonina, um potente vasoconstritor e estimulante da contração dos músculos lisos.

Os aminoácidos, pelo seu catabolismo, geram corpos cetônicos através dos aminoácidos já assinalados, que representam 40% da molécula protéica.

A passagem dos aminoácidos da absorção intestinal para o sangue acha-se em equilíbrio pela sua rápida remoção pelos tecidos e órgãos, principalmente pelo fígado. As células captam os aminoácidos, processo realizado por um transporte ativo, que torna possível a concentração dos aminoácidos livres no interior das células, o que proporciona um fornecimento rápido para atender às necessidades celulares.

O chamado pool dos aminoácidos extracelulares é constituído por aminoácidos do sangue e fluido intestinal e acha-se disponível em todas as células para a síntese protéica e outras necessidades.

Considerando a variedade de aminoácidos, assim como a diversidade de sua estrutura, compreende-se a multiplicidade de processos em que eles se encontram envolvidos.

Síntese protéica e ativação dos aminoacidos

No processo de síntese protéica, os aminoácidos necessitam inicialmente sofrer ativação que os torna capazes de combinações químicas com outras substâncias, sendo a síntese realmente completada no citoplasma celular através de uma enzima específica para cada aminoácido e que se acha associada a um composto produtor de energia, o ATP (adenosinotrifosfatol ou MTP (adenosinomonofosfatol. Dessa forma, o complexo formado através de três compostos, a enzima, o MTP e o aminoácido, proporciona um aminoácido ativado que encontra sua posição na molécula protéica. Qualquer aminoácido essencial ou não-essencial, não se encontrando na concentração mínima diária, pode tornar-se fator limitante na síntese protéica. Quando não utilizados para a síntese de novos aminoácidos ou outros produtos nitrogenados, tais grupos sofrem conversão em apenas um produto final de excreção, a uréia.

Outro processo importante no metabolismo dos aminoácidos é o referente ao RNA (ácido ribonucléico, um ácido nucléico replicado a partir do ONA e encontrado sob forma livre no fluido das células do citoplasma), o que parece constituir um processo de transformação específica de moléculas para cada aminoácido usado. Cada molécula cedente de RNA prende seu aminoácido específico associado e o transporta ao mensageiro que se encontra localizado no ribossoma. Os aminoácidos que foram alinhados numa seqüência precisam juntar-se a cada outro pelas cadeias de anéis peptídicos para a formação de cadeias de polipeptídios, que têm a codificação específica do ONA.

O catabolismo dos aminoácidos constitui processo dos mais importantes, pois dele são produzidas várias substâncias que exercem, de um lado, ação favorável nos processos biológicos, e, de outro, proporcionam a formação de substâncias indesejáveis. Assim, se um dado aminoácido não é utilizado na síntese protéica, ele poderá sofrer dois processos; degradação ou oxidação para gerar energia. 00 catabolismo dos aminoácidos são constituídos dois grupos: um, nitrogenado (NH2l, e outro, o resíduo nitrogenado).

O grupo nitrogenado N H2 vai sofrer rompimento de sua porção nitrogenada, por hidrólise, o que constitui o primeiro processo de rompimento, que é realizado no fígado, tendo o nome de desaminação, ocorrendo formação de amônia que pode ser uti lizada em vários caminhos: formação de purina, assim como outros produtos nitrogenados; conversão, no fígado, em uréia, que vai ser excretada pelo rim – nos mamíferos e nos peixes, pois nos répteis e nas aves é o ácido úrico a substância formada. Na dieta mista usual, em que todo o nitrogênio urinário (80 a 90% é de origem uréica, diariamente 20 a 30% desse produto são assim eliminados.

A amônia pode combinar-se com vários glicídios derivados de resíduos de aminoácidos para formar outros aminoácidos não-essenciais. Esse processo é denominado transaminação, sendo realizado por enzimas específicas, as transaminases, atuando a piridoxina como coenzima. A amônia pode ainda ser conduzido. por um aminoácido para produzir outra forma de aminoácido, a forma amino, num processo chamado desaminação, como uma molécula de ácido glutâmico pode unir-se a um radical NH3, para formar glutamina.

A glutamina, monoamida do ácido aminoglutâmico, representa o mais abundante aminoácido encontrado no espaço intercelular e, juntamente com a alanina, acha-se encarregada no transporte de mais de 50% do nitrogênio protéico da periferia para os órgãos viscerais. Sua importância na integridade da mucosa intestinal é bem conhecida, sendo absorvida através do intestino; os enterócitos são utilizados como fonte de energia produzindo amônia, que é transportada para o fígado, onde se processa a síntese da uréia e a reincorporação pelo glutamato, formando a glutamina. O intestino metaboliza a glutamina, excretando amônia, que é levada para a veia porta. A glutamina é consumido. em teor elevado pelos fibroblastos, linfócitos, células epiteliais e tumorais. Nos casos de doença catabólica, sua taxa encontra-se reduzida nos músculos esqueléticos e no sangue. É indicado. nos casos de doença inflamatória do intestino e no prematuro, e contra-indicado. na hiperamoniemia e encefalopatia.

O transporte da amônia dos tecidos periféricos, onde é formada, até o fígado constitu i processo que deve ser realizado de modo a não torná-Ia um produto tóxico. Este composto, que é intermediário não-tóxico, sofre a ação do fígado, assim com,o em diversas estruturas como cérebro, havendo combinação da amônia com o glutamato, produzindo glutamina que não é tóxica, atravessando as membranas celulares, indo até o fígado, onde sofre decomposiçãO enzimática em glutamato e amônia, sendo convertida em uréia. Os músculos esqueléticos combinam a amônia com o piruvato, formando a alanina, que sofre no fígado processamento enzimático em que o piruvato é regenerado, indo participar da neoglicogênese. No caso de o fígado achar-se impossibi I itado de transformar a amônia recebida, transformada em uréia, esta atravessa a barreira hepática, indo para a corrente sangüínea, em teor superior ao normal. A síntese da glutamina representa um meio de desintoxicação e transporte da amônia produzida nas células (conforme o esquema a seguirl, sendo a reação reversível, requerendo outra enzima.

 

O catabolismo da complexa molécula protéica resulta ainda outro produto final, que é a creatinina, derivada da glicina, arginina e metionina, que são os três aminoácidos creatinogênicos e à custa da cistina e da metionina, o enxofre, que entra no organismo, usado na construção da proteína orgânica, depende daqueles dois aminoácidos.

O metabolismo das substâncias creatínicas acha-se na dependência das glândulas de secreção interna, havendo cerca de 120g no corpo e 9g encontram-se nos músculos, estando o restante quase todo no sistema nervoso (1,5%) e apenas 0,5% em outros componentes para o fornecimento de energia.

As reações de desaminação são reversíveis, servindo para a síntese de aminoácidos e cetoácidos, pois os resíduos dos aminoácidos glicoformadores integram o caminho glicolítico a piruvato e o ciclo de Krebbs a oxalacético e a cetoglutarato.

Pesquisas recentes referem que à exceção da lisina e da treonina, os aminoácidos essenciais até poderiam sofrer síntese a partir do nitrogênio endógeno, através de precursores de cetoácidos. Restringindo-se a ingestão de nitrogênio a pequenas quantidades de lisina e treonina poder-se-ia, através dessa modificação dietética, melhorar o prognóstico de certas afecções renais e hepáticas.

As transaminases e aminotransferases exercem ação específica para certos grupos amino e cetoácidos, não sendo específicas para outros. Os grupos amino são removidos da molécula dos aminoácidos pela ação específica das transaminases, como já assinalamos, e, quando não utilizados para a síntese de novos aminoácidos ou outros produtos nitrogenados, vão sofrer conversão em uréia. Todas as transaminases possuem um grupo prostético que é o piridoxal fosfato, derivado da piridoxina, que exerce ação na integridade do processo.

Os compostos de carbono derivados da quebra de cada aminoácido individual podem ser diretamente oxidados em C02 e H20 com a produção de ATP e primeiramente convertidos em glicose. De outro lado, como a acetilCoA e a aceto-acetil-CoA são precursores de corpos cetônicos, não podendo fornecer glicídios para a glicogênese, os aminoácidos que fornecem esses compostos são denominados cetogênicos. Assim, os metabólitos intermediários resultantes do catabolismo dos aminoácidos são na maioria glicogênicos. São 20 os aminoácidos padrões nas proteínas, apresentando esqueletos carbônicos diferentes, o que implica na existência de 20 vias catabólicas diferentes para a sua degradação, porém todas convergindo para a formação de cinco produtos derivados da atuação no ciclo do ácido cítrico e oxidados até C02 a H20, sendo os cinco produtos a acetil-coenzima A, a succinil-coenzima A, o cetoglutarato, o fumarato e o oxaloacetato.

Os aminoácidos glicogênicos são: alanina, arginina, ácido aspártico, ácido glutâmico, cistina, lisina, serina, glicina, histidina, prolina, isoprolina, metionina, treonina, valina.

Glicogênicos e cetogênicos: fenilalania, tirosina isolucina, lisina e triptofano, que originam tanto glicose quanto corpos cetônicos. A leucina é apenas cetogênica.

Necessidades de aminoácidos

Como se observa, são nove os aminoácidos indispensáveis à manutenção do equilíbrio nitrogenado no homem, sendo variáveis os teores dos mesmos em diferentes grupos etários e condições fisiológicas, salientando-se que os recém nascidos requerem histidina como um aminoácido essencial, assim como os pacientes urêmicos, para melhorar a síntese renal; cistina e taurina podem ser consideradas essenciais em prematuros, que não as sintetizam a partir da metionina.

No caso de a ingestão protéica achar-se baixa, a adição de pequena quantidade de aminoácidos pode ocasionar aumento da necessidade de outros. O inverso é observado com certos aminoácidos, como a metionina, que contém enxofre, em que sua redução na dieta pode ser feita pela cistina, aminoácidos não-essenciais.

Os aminoácidos podem ser classificados de acordo com a sua estrutura, além de sua característica de essencial idade ou não.

Classificação dos aminoácidos

Não é o mesmo o valor de todos os aminoácidos, e de seu valor desigual em nutrição e do teor em que figuram nas várias proteínas é que decorre o chamado valor biológico das mesmas, havendo variações quanto aos teores de suas necessidades. Os aminoácidos que o organismo não pode sintetizar são encontrados nas chamadas proteínas completas que contêm todos os aminoácidos, em quantidade suficiente e na proporção correta para manter o equilíbrio nitrogenado e o crescimento orgânico. As proteínas incompletas são aquelas que apresentam deficiência de um ou mais aminoácidos essenciais.

Para calcular os teores de aminoácidos, utiliza-se a determinação do valor protéico, pois o indivíduo encontra-se em equilíbrio nitrogenado quando a ingestão de nitrogênio através das proteínas acha-se aproximadamente igual à perda de nitrogênio pela urina e pelas fezes, pois a supressão de um aminoácido essencial ocasiona resultados negativos no referido balanço, assim como provoca o aparecimento de diversos quadros patológicos.

Os não-essenciais são aqueles que o organismo pode sintetizar em teores suficientes, desde que a quantidade total de nitrogênio fornecida seja adequada, e todos os aminoácidos achem-se organizados, o que é determinado pelo código genético (DNA), ácido desoxirribonucléico, que é encontrado no núcleo de cada célula.

As necessidades de cada aminoácido sofrem variações pelo seu teor insuficiente ou pela ausência de síntese, assinalando-se que esses aminoácidos devem ser adequadamente denominados de dispensáveis ou indispensáveis, de acordo com o quadro patológico em questão, em vez de essencial ou não-essencial.

A histidina é considerada essencial nas crianças recém-nascidas e em pacientes urêmicos para melhorar a síntese renal, não estando sua essencialidade para adultos bem estabelecida. A cistina e a taurina podem ser essenciais em prematuros, que não as sintetizam de maneira adequada a partir da metionina, sendo que a capacidade do prematuro para sintetizar a tirosina tem sido questionada.

Aminoácidos

Quimicamente, os aminoácidos ou ácidos aminados são ácidos orgânicos aminados que se combinam formando proteínas específicas, apresentando uma estrutura que combina fatores ácido e base, cuja estrutura dá aos aminoácidos uma natureza anfotérica, única. O fator ácido é o grupo carboxil (COOH) e o fator base é o grupo amino (NH2) ligados a um radical que é específico para cada aminoácido e a um átomo de carbono. Certos aminoácidos possuem dois grupos ácidos (ácidos), outros têm dois grupos amínicos (básicos), podendo ainda apresentar estrutura em anel (aromátidos) ou grupos contendo enxofre.

Constituem fatores importantes na determinação do valor nutritivo de uma proteína, tendo sido a glicina o primeiro aminoácido identificado, em 1830, e a treonina o último, por W.c. Rose, em 1930, sendo, desde então, identificados como produtos metabólicos das proteínas. Esses produtos estão para a proteína como a glicose para o amido e o que provoca essa comparação é o fato de que o glicídio dá sempre moléculas iguais de oses, ao passo que as proteínas geram vários aminoácidos, o que ainda os torna mais diferentes e com funções nutritivas diversas.

Mary Rose, em sua comparação pitoresca, assinala que a molécula protéica se compõe de aminoácidos como um colar de contas e, para tornar a comparação mais feliz, refere que assim como um colar pode conter contas de coloração e tamanhos diferentes e diversas variedades, a proteína também é composta de vários aminoácidos, o que permite os mais diversos arranjos que irão caracterizar, finalmente, cada tipo de proteína.

Os aminoácidos apresentam grande importância nutricional e atuam não só como pedras de construção do edifício orgânico, mas ainda como precursores de outras substâncias. Richard W. Jackson e Alquimist de há muito já chamavam a atenção para a extrema labilidade da estrutura protéica que não tem uma arquitetura permanente, pois há compostos que desaparecem e reaparecem e se transformam uns nos outros. Autores referem que, segundo a teoria dos ciclos, os aminoácidos para formação da molécula protéica dispõem-se em ordem numa estrutura cíclica, formando ciclo/s, sendo as proteínas o resultado desses ciclos.

Os aminoácidos do sangue circulante e do líquido intersticial formam a combinação dos aminoácidos extracelulares disponíveis para a síntese protéica. Já a combinação dos aminoácidos intracelulares excede de modo acentuado a combinação extracelular, destinada principalmente ao seu transporte. Os aminoácidos fazem parte de soluções enterais em teores variáveis, associados a outras substâncias nutritivas.

 

Estrutura básica dos aminoácidos

Os aminoácidos apresentam uma estrutura química que combina seus dois componentes, ácido e base, o grupo carboxila (COOH) e o grupo amino (NH2) e o grupo amino de um aminoácido liga-se ao grupo carboxila de outro e esta estrutura de cadeia do aminoácido denomina-se ligação peptídica. Cadeias longas de aminoácidos que sofrem enlace dessa forma denominam-se polipeptídios.

Todos os aminoácidos que formam as proteínas participam de diversas funções orgânicas. São descritos mais de 20 aminoácidos, dois quais 20 são necessários à síntese protéica e são os seguintes, em ordem alfabética: ácido glutâmico, ácido aspártico, alanina, arginina, cisteína, cistina, fenilalanina, glicina, histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, ornitina, prolina, serina, tirosina, treonina, triptofano e valina.

 

Valina

L-Valina

Descrição

A L-valina (Val) é um aminoácido essencial para o funcionamento do organismo. Os aminoácidos essenciais devem ser fornecidos pela alimentação, pois sua produção no organismo é insuficiente às necessidades metabólicas. A L-valina, a L-isoleucina e a L-leucina são os três aminoácidos de cadeia ramificada que atuam em conjunto, desempenhando diversas funções no organismo: protegem os músculos de lesões por esforço excessivo, através da promoção da síntese de proteínas e da redução do catabolismo protéico e participam, como substrato, para a gliconeogênese (síntese de glicose), podendo ser convertidos em componentes essenciais à produção de energia, principalmente na musculatura esquelética (onde também estimulam a produção dos aminoácidos L-alanina e L-glutamina). Estes aminoácidos podem ser utilizados como auxiliares no tratamento da encefalopatia hepática, doença que provoca lesão do fígado, geralmente em pessoas alcoolistas.

Estudos recentes indicam que o uso destes aminoácidos pode promover a cicatrização óssea e muscular em fraturas e lesões, por isso é muito utilizado em pacientes no tratamento pós-cirúrgico. Por diminuir a disponibilidade de L-fenilalanina no cérebro, a suplementação de L-valina, L-isoleucina e L-leucina pode ser útil no tratamento da fenilcetonúria (deficiência inata da enzima fenilalanina hidroxilase ou de precursores à sua síntese) e atuar na redução dos sintomas da discinesia tardia (distúrbio motor induzido por medicamentos antipsicóticos).

A vitamina B12 participa ativamente do catabolismo da L-valina, processo no qual este aminoácido é degradado em compostos essenciais à produção de energia pelas células do organismo.

Em mulheres lactantes, a ingestão diária de proteína, cereais e grãos é fundamental no suprimento da necessidade de aminoácidos da mãe e do bebê. O leite humano é o alimento ideal para o lactente, pois nele estão contidos os nutrientes essenciais para seu desenvolvimento. A concentração desses nutrientes no leite materno varia entre mulheres, grupos étnicos, maturidade do recém-nascido e até mesmo numa mesma mamada. No entanto, mesmo com pequenas oscilações, a composição do leite humano é compatível com as limitações metabólicas e a capacidade de digestão e absorção do lactente. Portanto, a administração do leite animal ou industrializado ao bebê pode não fornecer a quantidade de aminoácidos que seu organismo necessite e, ao mesmo tempo, pode também fornecer aminoácidos incompatíveis ao seu metabolismo, prejudicando o desenvolvimento normal e aumentando o risco de desenvolvimento de futuras doenças no bebê.

O leite de vaca contém 245 mg/dL de L-valina, enquanto no leite humano o suprimento médio desse aminoácido é de 70 mg/dL, quantidade suficiente ao lactente, com idade entre 3 e 4 meses, que necessita de 93 mg/kg por dia. O aleitamento materno continua sendo a melhor alternativa de alimentação para o lactente, por apresentar benefícios nutricionais, imunológicos e psicológicos. A amamentação é fundamental para a saúde e bem-estar da mãe e do bebê.

Por ser um aminoácido essencial, a L-valina é obtida a partir do consumo de certos alimentos da dieta normal. Após a ingestão, a L-valina é absorvida pelo intestino delgado e transportada pelo sangue até o fígado, onde parte será utilizada como substrato para a síntese de proteínas e parte será catabolizada, na presença de vitamina B12, em derivados essenciais à produção de energia. A L-valina é distribuída aos tecidos que dela necessitem através da circulação sanguínea. Este aminoácido está em maior concentração na musculatura esquelética, mas pode também ser encontrado no cérebro e rins.

As principais fontes naturais de L-valina são alimentos protéicos de origem animal como carnes em geral, ovos, leite e derivados, bem como alimentos de origem vegetal como arroz integral, feijão, soja, nozes, trigo,amendoim, castanha-de-caju, castanha-do-pará, avelã, ervilha, milho, centeio, cevada, alho, cebola, hortaliças em geral e diversas frutas. No entanto, estes últimos contêm pouca quantidade de aminoácidos livres. Como suplemento, a L-valina está disponível na forma de cápsulas, comprimidos, pós e em dietas enterais e parenterais, em associação com os outros dois aminoácidos de cadeia ramificada, a L-leucina e a L-isoleucina, sendo as dietas enterais e parenterais de uso exclusivo hospitalar. Estes três aminoácidos podem também ser encontrados em associação com a vitamina B12 e a biotina, vitaminas envolvidas no metabolismo destes aminoácidos.

Doenças, Sintomas e Sinais Relacionados


Fenilcetonúria, Problemas Musculares

“A concentração de aminoácidos no organismo pode depender de sua ingestão e absorção adequada, seja através da dieta ou de suplementos. Portanto, o excesso ou a deficiência de sua ingestão pode causar determinadas doenças, sinais e sintomas, que serão citadas abaixo:”

Pesquisas recentes indicam que os sintomas da encefalopatia hepática (doença que provoca lesões no fígado, principalmente em pessoas alcoolistas), devem-se ao acúmulo de falsos neurotransmissores no cérebro, resultantes de alterações dos níveis sanguíneos de L-valina, L-isoleucina e L-leucina. A suplementação destes aminoácidos associados pode atenuar os sintomas da doença através da redução destes falsos neurotransmissores acumulados. Apesar de existirem poucos estudos que confirmem a evolução da encefalopatia hepática e seus possíveis tratamentos, muitos pacientes recebem dietas enterais e parenterais como tratamento auxiliar desta doença. Dietas enterais e parenterais contendo L-valina, L-isoleucina e L-leucina são também utilizadas na nutrição de pacientes com traumas severos, como queimaduras extensas, devido à provável ação anticatabólica destes aminoácidos, que impede a degradação das proteínas e estimula sua síntese. Estes três aminoácidos podem prevenir a perda muscular e auxiliar na reparação de lesões teciduais através da síntese protéica. Estudos sugerem que os aminoácidos de cadeia ramificada podem inibir a degradação do glicogênio muscular durante o exercício; no entanto, não há evidências que a suplementação destes aminoácidos melhore o desempenho físico.

Anos atrás, a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada era amplamente prescrita como terapia única a pacientes com esclerose lateral amiotrópica (doença crônica e degenerativa do sistema nervoso central). Esta. prescrição era baseada em um estudo piloto que sugeria altas doses destes aminoácidos para a redução dos sintomas desta doença. No entanto, estudos subseqüentes indicaram que o uso de L-valina, L-isoleucina e L-leucina não apresentaram os efeitos esperados, onde casos de perda da função pulmonar foram relatados e houve um aumento dos casos de morte durante o tratamento. As evidências de pouca eficácia e a falta de segurança no tratamento encerraram os estudos.

Por ter a propriedade de redução da concentração de L-fenilalanina no cérebro, a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada tem sido utilizada em indivíduos com fenilcetonúria, doença caracterizada pela deficiência inata da enzima fenilalanina hidroxilase ou de enzimas precursoras à sua síntese. A função desta enzima é converter a L-fenilalanina ingerida, no aminoácido L-tirosina. A deficiência desta enzima eleva os níveis da L-fenilalanina no sangue, podendo causar problemas neurológicos irreversíveis. No entanto, são necessários maiores estudos que comprovem a eficácia da suplementação destes aminoácidos em pessoas fenilcetonúricas. Outros estudos relataram que administração de L-valina, L-isoleucina e L-leucina pode também reduzir os sintomas da discinesia tardia (distúrbio motor induzido por tratamento com medicamentos antipsicóticos), ao diminuir os níveis de L-fenilalanina no cérebro.

Deficiência

Os sintomas de deficiência ocorrem geralmente como resultado da carência total da ingestão de proteínas na dieta. A deficiência moderada pode reduzir a taxa de crescimento em crianças e baixar os níveis de proteínas essenciais no sangue, enquanto que a deficiência grave pode causar apatia, despigmentação dos cabelos, lesões na pele, edema (inchaço), fraqueza, letargia, danos ao fígado, perda de gordura e de massa muscular, bem como desnutrição severa.

Excesso

Não foram encontradas informações na literatura pesquisada.

Precauções

Os suplementos contendo L-valina devem ser armazenados em local seco, fresco, longe da luz direta e não devem ser congelados. Devem ser mantidos fora do alcance das crianças.

É importante levar em consideração alguns cuidados relativos à ingestão de L-valina, seja através da dieta ou na forma de suplementos, pois algumas pessoas apresentam problemas que podem ser agravados pela ingestão de L-valina, caso não haja orientação e supervisão de um profissional de saúde.

Suplementos contendo L-valina devem sempre ser administrados em associação e de forma balanceada com os outros aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-isoleucina e a L-leucina. “Geraluz recomenda que a suplementação de L-valina seja sempre orientada e supervisionada por um profissional de saúde. Encontre um neste site”.

Contra-indicações

Suplementos contendo aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-valina, são contra-indicados às pessoas que apresentam hipersensibilidade a qualquer componente presente na formulação.

Alergia a alimentos protéicos: suplementos contendo aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-valina, não devem ser utilizados por pessoas alérgicas a alimentos protéicos, pois esse aminoácido também é encontrado neste tipo de alimento.

Doença da urina de xarope de bordo e a acidemia isovalérica: a L-valina, assim como os outros aminoácidos de cadeia ramificada, é contra-indicada para indivíduos com estas disfunções metabólicas.

Encefalopatia hepática (doença que provoca lesões no fígado, principalmente em pessoas alcoolistas): a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-valina, em pessoas com encefalopatia hepática deve ser prescrito e supervisionado por profissional de saúde.

Esclerose lateral amiotrópica (doença crônica e degenerativa do sistema nervoso central).: a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-valina, por pessoas com esclerose lateral amiotrópica, deve ser prescrita e supervisionada por um profissional de saúde. Estudos relataram piora de alguns pacientes tratados com aminoácidos de cadeia ramificada. Recentemente, outro estudo demonstrou que a administração de aminoácidos de cadeia ramificada, em doses elevadas, aumentou a taxa de mortalidade de pacientes portadores dessa doença.

Gravidez e Lactação: o uso de suplementos contendo aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-valina, deve ser evitado durante a gravidez e a lactação.

Bebês e Crianças: a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-valina, é contra indicada a bebês e crianças.

Idosos: não foram encontradas informações na literatura pesquisada. “Geraluz recomenda que o uso de suplementos de L-valina por idosos seja prescrito e supervisionado por um profissional de saúde, já que o uso deste suplemento pode interagir com alguns medicamentos freqüentemente prescritos e utilizados por idosos.”

“Geraluz recomenda que o uso de suplementos de L-valina seja prescrito e supervisionado por um profissional de saúde. Encontre um neste site.”

Toxicidade

Estudos recentes relataram um aumento na taxa de mortalidade de pacientes com esclerose lateral amiotrópica, após tratamento com doses elevadas de aminoácidos de cadeia ramificada.

 
Referências Bibliográficas
Web Site: http://dev.geraluz.com/Frame-supplementos.asp?id=150&folder=supplements&type=1

Treonina

Encontrada no leite integral, ovos e carne, cujo valor percentual é quase idêntico. Produto do catabolismo: succinil-CoA.

Destino metabólico: glicogênico.

A treonina é um dos aminoácidos codificados pelo código genético, sendo portanto um dos componentes das proteínas dos seres vivos. A treonina possui dois centros assimétricos, nos carbonos 2 e 3 . A configuração do carbono 2 é S e do carbono 3 é R.

Treonina é o mais abundante aminoácido essencial à proteína imunoglobulínica. Experimentalmente, demonstrou-se em suínos em crescimento e em marrãs gestantes, que a dieta deficiente de treonina leva a uma baixa concentração plasmática de IgG. Existem evidências experimentais que a treonina está relacionada também à manutenção da imunidade específica da parede intestinal.

Triptofano

É metabolizado em serotonina no cérebro, onde funciona como neurotransmissor. Em pacientes urêmicos ocorre diminuição plasmática do complexo triptofano-albumina, aumentando a quantidade de triptofano livre no sangue.

O triptofano (ou triptófano em Portugal) é um dos aminoácidos codificados pelo código genético, sendo portanto um dos componentes das proteínas dos seres vivos. É um aminoácido aromático essencial para a nutrição humana. Ele é um dos vinte aminoácidos no código genético (códon UGG). Apenas o L-estereoisômero aparece na proteína mamália.

O triptofano vem antes da serotonina e é representado pela letra “W”. Estudos indicam também que o triptofano é a substância responsável pela promoção da sensação do bem-estar. O triptofano absorve luz ultravioleta.

  • O triptofano é um aminoácido essencial utilizado pelo cérebro, juntamente com a vitamina B3, a niacina (ou niacinamida) e o magnésio, para produzir a serotonina, um neurotransmissor importante no processo bioquímicos do sono e do humor.

É importante ressaltar que, embora o triptofano eleve os níveis de serotonina seu consumo na forma de lactíneos, peixe, carne etc não faz efeito significativo sobre a produção de serotonina no Sistema Nervoso Central. Isso ocorre pois o triptofano não é o único aminoacido presente nesses alimentos, assim, há uma “competição” com outros aminoácidos na absorção. Desse modo a maior parte do triptofano presente nos alimentos não é utilizada.

Alimentos como a banana possuem serotonina, mas esta não tem a capacidade de atravessar a Barreira hematoencefálica, portanto não tem ação sobre o humor e a depressão.

  • Induz o sono de forma natural.
  • Reduz a sensibilidade à dor.
  • Atua como um antidepressivo natural.
  • Alivia as enxaquecas.
  • Contribui para reduzir a ansiedade e a tensão.
  • Ajuda a aliviar alguns sintomas dos distúrbios bioquímicos relacionados com a ingestão de álcool e no controle do alcoolismo.

Tirosina e Fenilalanina

Este aminoácido funciona no metabolismo da fenilalanina e da tirosina, exercendo nesta papel de biossíntese da tirosina hidroxilada. A tiramina, composto nitrogenado da tirosina e a interação de inibidores da MAO (monoaminoxidase) com a tiramina promove a liberação de norepinefrina nos terminais nervosos, causando súbito aumento da pressão arterial e alterações cardiovasculares. A tirosina é encontrada nos queijos envelhecidos, no fígado, peixe seco e bebidas alcoólicas fermentadas (cerveja). A tirosina achase amplamente distribuída na caseína. A fenilalanina-oxidase, enzima hepática, oxida a fenilalanina em tirosina. Produto do catabolismo: fumarato, acetoacetil-CoA. Destino- metabólico: cetogênico e glicogênico.

Taurina

Na uremia também ocorre deficiência de taurina, o que eleva a concentração de homocisteína no plasma.

Hidroxiprolina e Prolina

Postula-se que o ácido ascórbico ativa a enzima propil-hidroxilase (incorporação de prolina numa ligação peptídica), ocasionando a agregação de três subunidades inativas para formar um composto ativo. O ácido ascórbico parece participar na síntese dahidroxiprolina em prolina, o que relaciona seu papel na formação do colágeno. Encontradas em muitas proteínas, especialmente na gelatina. Produto do catabolismo: alfa-cetoglutarato. Destino metabólico: glicogênico.

Página 1 of 212